Postagens

Liceu Literário Português - Semântica - André Conforte (faltam as perguntas, procurar para incluir)

  Trata-se de um caso de polissemia. Muito embora possam se confundir os conceitos de polissemia e homonímia, é possível considerar certa unanimidade para o caso. Observa-se uma relação metafórica entre o estado de maturação do melão e a maturidade do sujeito emissor do discurso, que se compara à fruta. Nesse sentido, entendendo que metáforas são compartilhamentos de semas, o traço semântico comum pode qualificar tanto a fruta, quanto o falante e fomentar o aspecto humorístico a partir da comparação. Neste caso, ainda admitindo o critério dos traços semânticos comuns, podemos considerar o caso apresentado como homonímia, pois não se recuperam, sincronicamente, semelhanças entre as diferentes unidades de significação. É possível considerar também o critério morfológico, dado que as classes gramaticais sejam diferentes - para o caso de trago, substantivo, como ato ou efeito de tragar um cigarro e trago como conjugação do verbo trazer. O efeito de humor reside na escolha do vocábulo h...

Liceu Literário Português - Semântica - André Conforte

  Trabalho Final de Semântica Questão 2:   O texto do colunista José Pacheco Pereira é constituído apenas por discurso relatado, direto, de heterogeneidade marcada por aspas e travessões, ainda que as falas não sejam introduzidas por verbos dicendi . Apesar da construção somente em aspas soltas, aparentemente sem nenhuma conexão, os trechos se entremeiam pela semelhança temática do discurso. Trata-se de enunciados característicos da corrupção cotidiana, que ocorrem dentro e fora da arena política institucional, ainda que essa corrupção seja estrutural e instituída  na sociedade portuguesa.  Embora não haja elementos de coesão articulando os diálogos, a textualidade é estabelecida pela coerência dos discursos relatados, de modo que todos estão inseridos no mesmo plano temático e apresentam valores referentes a uma mesma ética. A compreensão do contexto é facilitada ainda pelo título do texto, por meio do qual o autor anuncia o que ele entende ser o padrão de comp...

Resenha de filme - Vestido de Noiva 2010.1

  Angélica Abdon Coutinho Teatro Brasileiro 2010.1 Professora Vilma Costa Vestido de Noiva   É difícil comparar as artes. A linguagem cinematográfica em muito se difere da arte escrita. A versão em filme recebeu críticas divergentes, algumas elogiando a seriedade e o empenho empregados na obra, outros afirmando que o filme era teatral demais, que não conseguia a sua autonomia como cinema puro. O problema é que Vestido de Noiva é um filme construído quase todo sobre de diálogos. As lembranças de Alaíde são reconstituídas através de um diálogo com a Madame Clessi, que desperta flashbacks e devaneios que encadeiam outros diálogos. O final revela que cenas e falas que a princípio pareciam inutéis apresentam funções específicas para o entendimento do enredo. Algumas das cenas podem ser chocantes, apesar da delicadeza com que acontecem. Numa delas Alaíde está inconsciente após o atropelamento e quando chega no hospital, ela é despida pela equipe médica, para que pos...

Resumo do Filme Crime Delicado - 2010.1

  Angélica Abdon Coutinho – 2010.1 Crime Delicado (adaptação da obra homônima de Sérgio Santan’na) Diretor: Beto Brant Gênero: Drama Duração: 87 min.   Ao assistirmos o filme temos a nítida impressão de que alguma coisa da nossa imaginação conseguiu captar exatamente as sensações de pelo menos uma das cenas. Logo no início intercalam-se momentos de cenas de teatro que tentam nos trazer para a realidade do crítico teatral Antônio Martins que logo tem sua vida transformada ao conhecer Inês em um boteco. Neste encontro há uma atração mais intelectual que física a princípio e então ao descobrir a deficiência de Inês e entender sua história somente uma indignação pelo absurdo toma conta de Antônio Martins. As cenas mostram a casa do artista José Campana e ali acontecem os principais conflitos da trama. Inês usa o sobrenome Campana e sobrevive da arte dos famosos quadros eróticos de seu tutor. Antonio julga uma situação escrava e de abuso entre o artista e sua ...

Prática Docente II - Integração x Inclusão dos portadores de deficiências em sala de aula 2010.1

  Pré-Projeto 2010.1 – A1 Angélica Abdon Coutinho   Integração x Inclusão dos portadores de deficiências em sala de aula Tema Integração x Inclusão dos portadores de deficiências em sala de aula Justificativa Entendendo viver numa sociedade que cultiva o descaso comum com os portadores de deficiência, podemos perceber que a sala de aula, por ser o primeiro contato do indivíduo com a sociedade, deve ser onde se principia a igualdade e o respeito para tornar assim também as gerações futuras. Objetivo Evidenciar o contraste presente entre Inclusão e Integração do deficiente em sala de aula observando questões como Autonomia, Independência e Empowerment (ou delegação de autoridade) segundo o que sugere Romeu Kazumi Sassaki no Livro Inclusão / Construindo uma sociedade para todos, e contrapor ou complementar as ações sugeridas pela Lei 9394/96 (LDB) em seu Artigo sobre Educação Especial.     Desenvolvimento ·       ...

Oralismo, Comunicação total e Bilinguismo - 2010.1 - LIBRAS

  Oralismo Da prática difundida em 1880, no Congresso de Milão, em importante evento mundial sobre educação de surdos, os educadores passam a adotar, obrigatória e exclusivamente, o oralismo. Como uma imposição aos alunos surdos da necessidade de se aprender a “falar”. Utilizavam-se severos métodos de fonoarticulação, treinamento de leitura labial e o “acorrentamento” das mãos, para que fosse impedida qualquer tentativa de sinalização por eles (o que prejudicaria o aprendizado da fala). O grupo que defendia o oralismo, denominado “oralista”, acreditava que o método ajudaria no desenvolvimento cognitivo e lingüístico do surdo, fundamental para a aquisição de leitura e escrita alfabéticas; Apesar de insatisfatório, durou cerca de 100 anos, e ainda hoje há quem defenda essa abordagem educativa. Comunicação Total Surge a partir do questionamento da eficácia do oralismo; apesar da proibição dos usos de sinais, os aprendizes surdos seguiam comunicando-se assim nos intervalos das ...

Prática Docente II - O direito da pessoa com deficiência às salas de aula regulares - 2010.1

Tema O direito da pessoa com deficiência às salas de aula regulares. Justificativa Entendendo viver numa sociedade que cultiva o descaso comum com os portadores de deficiência, podemos perceber que a sala de aula como primeiro contato do indivíduo com a sociedade, deve ser onde se principia a igualdade e o respeito para tornar assim também as gerações futuras.  Objetivo Elucidar a partir de conceitos da Constituição Federal Brasileira e da Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional as razões pelas quais preferencialmente tenhamos portadores de deficiência em salas de aula regulares.  Desenvolvimento Dentre os direitos fundamentais está o direito à educação, que, como dito na Constituição Federal, é dever da família e do Estado e direito de todos. A educação tendo por uma das finalidades a preparação para o exercício da cidadania, faz concluir que se para ser cidadão é preciso pertencer à sociedade, sendo nela e por ela incluído, se essa sociedade é formada pela diversidade ...