Oralismo, Comunicação total e Bilinguismo - 2010.1 - LIBRAS

 Oralismo

Da prática difundida em 1880, no Congresso de Milão, em importante evento mundial sobre educação de surdos, os educadores passam a adotar, obrigatória e exclusivamente, o oralismo. Como uma imposição aos alunos surdos da necessidade de se aprender a “falar”. Utilizavam-se severos métodos de fonoarticulação, treinamento de leitura labial e o “acorrentamento” das mãos, para que fosse impedida qualquer tentativa de sinalização por eles (o que prejudicaria o aprendizado da fala).

O grupo que defendia o oralismo, denominado “oralista”, acreditava que o método ajudaria no desenvolvimento cognitivo e lingüístico do surdo, fundamental para a aquisição de leitura e escrita alfabéticas; Apesar de insatisfatório, durou cerca de 100 anos, e ainda hoje há quem defenda essa abordagem educativa.

Comunicação Total

Surge a partir do questionamento da eficácia do oralismo; apesar da proibição dos usos de sinais, os aprendizes surdos seguiam comunicando-se assim nos intervalos das aulas, escondidos dos professores em seus grupos, onde criavam seu próprio sistema de sinais.

Na década de 60 – nos EUA, pesquisadores começam a investigar as Línguas de Sinais e a legitimá-las;

Na década de 70 – o oralismo cede lugar à comunicação total; Propondo fazer uso de todo e qualquer método de comunicação (sinais naturais e artificiais, palavras, símbolos, mímicas...) para permitir que a criança surda adquirisse uma linguagem.

Essa metodologia resultou na criação de sistemas de sinais que têm como característica mais importante o fato de que a ordem de produção dos sinais sempre segue a ordem da produção das palavras da língua falada da comunidade ouvinte, produzida simultaneamente (artificiais).

Pontos positivos (+):  “as crianças surdas começam a participar das conversas com seus professores e familiares de um modo que jamais havia sido visto desde a adoção do oralismo estrito”

Pontos negativos (-): um pouco confuso; exigia esforço muito grande do aprendiz; as habilidades de escrita dos alunos continuava muito abaixo do esperado.

 

Bilingüismo

 “[...] entre tantas possíveis definições, pode ser considerado: o uso que as pessoas fazem de diferentes línguas (duas ou mais) em diferentes contextos sociais” (Quadros, 2005)

A abordagem bilíngüe busca remover a atenção da fala e concentrar-se no sinal;

O objetivo principal é que o surdo compreenda e sinalize fluentemente em sua Língua de Sinais e domine a escrita e leitura do idioma da cultura em que está inserido.

A limitação física não é uma deficiência, mas uma diferença.

 

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